Como usar o reCaptcha no seu formulário

Acredito que todo mundo que navega na internet já se deparou com uma dessas perguntas estranhas:

Pois é, as perguntas sobre semáforos ou sobre as placas de sinalização são desafiadoras! Mas todos os exemplos mostrados acima tem uma finalidade: mostrar ao site ou ao servidor que a pessoa que está respondendo é real, e não um robô / script automático programado para preencher formulários, ou burlar votações virtuais. É um método controverso, porém necessário. Foi a solução que especialistas encontraram para evitar por exemplo que um programa fique tentando diversas senhas até conseguir entrar na conta de alguém, ou de mandar diversos spams de formulário (como mostramos em outra matéria: Como proteger seu formulário contra Spams – WordPress ou HTML) ou de manipular uma votação de Big Brother.

Esse tipo de método é chamado de Captcha. Só por curiosidade, o CAPTCHA é sigla de Completely Automated Public Turing test to tell Computers and Humans Apart, ou algo como “teste automatizado para diferenciar humanos e computadores”. O mais famoso Captcha é chamado de reCaptcha, que hoje é de propriedade do Google, disponível em versões gratuitas e pagas. Vamos abordar aqui a versão gratuita mais recente!

Como criar o reCaptcha

  1. O Primeiro passo é acessar a página do reCaptcha com sua conta Google: https://www.google.com/recaptcha/about/
    Clique no link V3 Admin Console, caso contrário você entrará na versão Enterprise (paga)

2. No primeiro acesso, serão solicitados seus dados e dados do site onde será instalado o reCaptcha. Será perguntado sobre usar a versão V2 ou V3, a diferença entre elas é que a V2 já começa com o desafio de clicar na caixa, digitar palavra ou de contar semáforos, enquanto que a V3 pode passar desapercebido pelo usuário na primeira vez, e nas demais, quando perceber que o usuário já preencheu mais vezes o mesmo formulário, ele pode pedir um dos desafios da versão 2.

3. Serão gerados 2 linhas de código criptografados. Copie essas duas linhas em um bloco de notas, para usarmos depois.

A instalação dependerá do seu site, se usa uma plataforma como WordPress ou programação HTML + PHP ou ASP. Aqui explicaremos esses 2 métodos:

Como Instalar o reCaptcha no WordPress

Se você utiliza o WordPress, a instalação é muito fácil. Seu site deve estar utilizando um plugin de formulário como Contact Form 7, ou WP Forms que são os mais comuns. Não importa qual, os plugins mais comuns de WordPress têm suporte ao reCaptcha, o que torna o trabalho muito simples. Nosso exemplo usa o WP Forms, e basta entrar na configuração que logo aparecerá a opção “Captcha”. Você tem a opção de usar o Captcha próprio do WP Forms, ou usar o reCaptcha do Google. Vamos nessa segunda opção:

Aqui é a hora de colar as duas chaves que copiamos do Google. Chave do Site e Chave secreta. Além disso, pode-se limitar uma pontuação: numa escala de 0,0 (mais provável que seja robô) a 1,0 (mais provável que seja humano), pode deixar o padrão 0,4. A não ser que você precise de uma segurança muito grande como por exemplo uma senha de acesso, que é recomendado deixar no mínimo 0,7.

Salve a configuração e teste seu formulário!

Como proteger seu formulário contra Spams – WordPress ou HTML

Quando você cria um formulário em seu site, a expectativa otimista é que ele seja bem aproveitado, preenchido por várias pessoas interessadas em seu negócio e que gere muitos contatos, para que alimente o seu cadastro. Mas aí que vem um grande problema: assim que seu site começa a ser divulgado no Google, logo começam os Spams! E se o formulário direciona um e-mail direto para você, aí seus problema são dobrados, além de gerar um spam no seu cadastro também gera um e-mail indesejado, com links, com vírus, com conteúdo enganoso, etc.

Como acontecem os Spams de formulário?

As mensagens de Spams são geradas automaticamente por programas ou scripts criados com esse propósito. Esses programas buscam sites que contenham formulários e preenchem automaticamente com os dados que eles quiserem. Esses programas são capazes de enviar centenas de mensagens por minuto. Se você já criou seu blog em WordPress e ativou os comentários, com certeza sabe do que estamos falando.

Como se proteger contra o Spam de formulário?

Existem algumas boas práticas para proteger seu formulário. Vamos explicar 3 delas:

1) Validação no preenchimento: com programação Javascript / Ajax, é possível validar o preenchimento de certos campos, por exemplo validar o campo de E-mail, limitar caracteres especiais, evitar letras em campo de telefone, impedir números em campos de texto, etc.

2) Validação na execução: essa validação é feita após o preenchimento dos campos, antes dos campos serem gravados no banco de dados ou enviados por e-mail. A idéia aqui é evitar caracteres especiais, códigos maliciosos inseridos no meio da mensagem, e bloquear mensagens que tenham “http” ou “ftp” entre elas.

3) Validação Captcha: é um tipo de validação que tem como objetivo verificar se o formulário está sendo preenchido por uma pessoa real ou por um script ou programa automático. Ele evita que o usuário utilize esses scripts e tenha que preencher manualmente, ou desista de fazer Spam. Costuma ser bem eficaz, apesar dos spammers estarem sempre buscando novas alternativas para burlar o sistema.

Subdomínios no Site

Um subdomínio é uma parte do seu domínio, ou seja, uma parte do seu site. Na prática, ele representa um prefixo do seu domínio. Um dos portais que mais utiliza esse recurso, de forma bem compreensível, é o site da Globo.com. Exemplos:

ge.globo.com
g1.globo.com
gshow.globo.com

Não necessariamente precisa ter o www na frente, essa é outra questão que explicaremos em outra oportunidade.

Alguns sites podem se beneficiar bastante do subdomínio, como por exemplo:

  1. Site de moda que decidiu ter uma loja para vender seus produtos, pode usar um subdomínio do tipo loja.site.com.br .
  2. Um artista que além de expor seu portifólio, quer ter um blog para escrever matérias, pode ter um domínio separado para seu blog.
  3. Uma loja multimarcas, pode criar um subdomínio para cada marca, para que o cliente encontre facilmente os produtos que deseja.

O subdomínio não precisa ser registrado no Registro.br nem no Register.com e na maioria dos provedores de hospedagem, não é preciso pagar a mais para ter subdomínios. Ele é gratuito (normalmente).

Para se criar um subdomínio na Locaweb, que é o provedor de hospedagem que utilizamos, é um processo muito simples, feito em questão de minutos. No Painel de Controle, acesse a opção Hospedagem > Domínios > Adicionar novo domínio. Selecione o botão Subdomínio:

Nesta tela, bem intuitiva, basta preencher o nome do subdomínio e a pasta para onde será direcionado o subdomínio. O importante é verificar se o subdomínio está dentro do seu site ou se está em local externo. A Locaweb ainda oferece a opção de redirecionar para uma página em construção ou para a raiz do site. No nosso caso, vamos criar um subdomínio para o nosso Blog, assim quando o usuário acessar blog.nishiweb.com.br, será direcionado para nosso Blog Nishiweb.

Pronto! Depois de alguns minutos o subdomínio começará a funcionar! Se quiser testar, clique no recém-criado subdomínio:

blog.nishiweb.com.br

Segurança SSL em Subdomínios

Se por um lado a criação de Subdomínios não tem custos na hospedagem, por outro lado o certificado SSL tem custos. Como explicamos anteriormente no texto sobre Certificado SSL, dependendo da sua contratação, os subdomínios não estarão inclusos, apenas os subdiretórios. Assim, será necessário contratar um novo certificado para cada subdomínio ou procurar um plano abrangente para cobrir todos os eventuais subdomínios que deseja criar.

SEO de Subdomínio ou Subdiretório

Uma dúvida comum em termos de SEO é: qual é mais importante, o subdomínio ou o subdiretório? Na teoria, o algoritmo do Google considera o subdomínio mais importante que o subdiretório, mas é bem verdade que na prática, o mais relevante é mesmo o conteúdo da página. Não basta ter um subdomínio chamado “webdesign” por exemplo, para aparecer de uma hora para outra nas primeiras posições do Google. É necessário trabalhar o seu conteúdo e ter autoridade sobre o assunto, até se atingir um patamar maior, é um trabalho de construção muitas vezes demorado. Mas a organização do seu site em subdomínios pode ajudar!

Open Graph: dicas de compartilhamento em Redes Sociais

Se você é usuário do Facebook e do Twitter, já deve ter percebido que, quando compartilhamos um artigo de um site externo (normalmente site de notícias), muitas vezes aparece uma foto e uma breve descrição do artigo, deixando o post mais atrativo. Veja o exemplo abaixo:

Exemplo de post do Facebook

Isso se deve a uma informação na programação do site chamada Open Graph, representada pela tag <og>. Em HTML é relativamente simples de se fazer, mas hoje vamos ensinar como fazer isso no WordPress de modo ainda mais fácil do que no HTML. Existem diversos plugins que fazem bem esse tipo de tarefa, mas decidimos usar um dos mais populares, chamado Open Graph and Twitter Card Tags. Basta procurar na lista de Plugins, instalar e ativar. Não é necessário mudar nenhuma configuração. Assim que ativado, na página de edição de Posts ou Páginas, aparecerá esse novo formulário:

São dois novos campos, um para inserir a imagem de compartilhamento e outro para o resumo. O tamanho recomendado da imagem é 1200 x 630 pixels, e o texto pode ter até 300 caracteres. Caso fiquem em branco, será usada a primeira imagem do post e parte do conteúdo. Em nosso exemplo, editamos o post sobre Certificado SSL, incluímos uma imagem e um breve resumo.

Depois de Salvar e Publicar o post, experimente compartilhar o link da sua postagem no Facebook. O resultado será semelhante a este:

Assim que colar o digitar a URL do seu post, aparecerá o preview logo abaixo, para poder saber como ficará a postagem antes de publicar.

No Twitter, o resultado será esse:

Uma última dica: após publicar a imagem no Facebook, notamos que o texto no fundo chapado não fica uniforme, perde muita resolução. Então optamos por usar uma imagem de fundo. Por isso a imagem do Twitter ficou com fundo de madeira.

Continue nos acompanhando para mais dicas, na nossa jornada para construir um site completo no WordPress.